segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A epopeia do lipoma e os desmandos do SUS.

Ontem fui para casa de minha mãe. Foi um dia tenso: João e Catharina entre tapas e beijos como de costume, mas agora temos o Pedroca... que as crianças teimam ser um boneco. Ontem a brincadeira do momento era ser papai e mamãe do Pedro, com direito a dar mamar, trocar, pegar no colo e, principalmente dar banho.
La pelas 19 horas, demos banho nas crias, e quando minha mãe foi trocar o Pedroca, ela percebu um caroço no ombro direito do Pedro.
Imagina meu desepero, afinal estamos no Brasil, e o SUS fantasia só nas propagandas do Serra.
Tudo bem que temos o convenio do servidor, mas mesmo assim, a saúde no Brasil vai muito mal: mal das pernas, do braço, da cabeça, do bolso... enfim ficar doente no nosso país é muito arriscado. Um simples resfriado pode virar uma pneumonia.
Cortamos a cidade. e chegamos ate o Hospital do Servidor, com uma suspeita de linfoma benigno no pescoço do Pedro. Eu estava a beira de um despero. Não pelo caroço, mas na duvida se ia ter medico, se ele ia ser bem atendindo. A gente ta tão acostumado a ser tratado que nem leproso no hospital.
A gente chega com o filho doente e o medico nem olha na nossa cara, muitas vezes nem examina o nosso filho. Parece que tem medo de pegar a doença da criança. A gente acostuma a ser tratado com indiferença.
Mas,eu até estranhei o jeito que o médico nos tratou: examinou o Pedro minuciosamente ( e eu aflita, quase chorando, mas o Pedroca so ria e balbuciava o agu-agu dele), diagnosticou um lipoma- que é uma bola de gordura que surge embaixo da pele, e me indicou um medico para acompanhar o Pedro.
Eu, sai mais leve do hospital. e pensativa demais.
Que pais é esse, que questões tão delicadas como a saude de um bebê de 3 meses é tratada como mercadoria. Que falta atendimento de qualidade. Quer dizer, o hospital do servidor é publico mais, particular ao mesmo tempo. Por isso fomos bem atendidos, mas e os demais hospitais publicos, tratam as mães e seus filhos como objetos. Animais.
Hoje não quero por nenhum dado oficial, nem nehuma estatisca.Quero so desabar sobre o meu maior medo: é os meninos ficarem doentes, e ai... so Deus vai poder nos ajudar.

Abraço
Jaque Odara