terça-feira, 10 de julho de 2012

A mulher e a luta pelo socialismo - Por Henrique Canary (www.pstu.org.br)

Com esta publicação, buscamos resgatar as formulações clássicas do marxismo sobre a questão da mulher: desde as elaborações sobre a origem da família e da opressão; passando pelo processo de integração da mulher na produção fabril capitalista e as contradições que marcam esse fenômeno; a necessidade da organização e da mobilização conjunta das proletárias e dos proletários para a luta contra o capitalismo; chegando até as medidas concretas destinadas a acabar com a opressão da mulher e que foram implementadas pela primeira revolução socialista vitoriosa da história, a Revolução Russa; bem como o retrocesso nessas medidas, que se verificou com a degeneração stalinista da URSS.

A mulher e a luta pelo socialismo traça um panorama histórico, político e teórico sobre os milhares de anos de opressão e exploração que pesam sobre as costas de mais da metade da população mundial. Mas não se trata apenas do passado. Ao resgatar a história, o marxismo sempre se preocupou com o futuro. Em um dos textos mais marcantes da coletânea, Lenin afirma: “A mulher, não obstante todas as leis libertadoras, continua uma escrava doméstica, porque é oprimida, sufocada, embrutecida, humilhada pela mesquinha economia doméstica, que a prende à cozinha, aos filhos e lhe consome as forças num trabalho bestialmente improdutivo, mesquinho, enervante, que embrutece e oprime. A verdadeira emancipação da mulher, o verdadeiro comunismo, só começará onde e quando comece a luta das massas (dirigida pelo proletariado, que detém o poder do Estado) contra a pequena economia doméstica, ou melhor, onde comece a transformação em massa dessa pequena economia em grande economia socialista”.

Essa visão marxista da luta contra a opressão da mulher é absolutamente oposta à maioria esmagadora das “teorias de gênero” hoje vigentes, que buscam explicar a opressão da mulher pelo homem como sendo o resultado natural e inevitável da convivência entre os dois sexos. Tal perspectiva, absolutamente a-histórica e anti-científica, só serve para jogar as “mulheres em geral” contra os “homens em geral” e atrasar a libertação de ambos (sobretudo das primeiras) das garras da exploração e da opressão capitalistas. O marxismo, ao contrário, oferece, nas páginas deste livro, uma análise histórica clara e uma perspectiva futura absolutamente otimista em relação à luta contra a opressão: uma sociedade sem classes, sem diferenciações de gênero, raça, nacionalidade ou orientação sexual – uma sociedade socialista.

Como diz Cecilia Toledo, organizadora da coletânea, no prefácio a esta edição: “Estão errados aqueles que acusam o materialismo histórico de nunca ter dado a devida importância ao tema da libertação feminina. (…) Na verdade, o socialismo científico, desde que viu a luz há 164 anos, sempre se preocupou com a questão feminina, e buscou formular, nos marcos de uma sociedade divida em classes, a política mais justa para o problema. É exatamente isso que o diferencia de todas as outras corrente de pensamento”.

É com esse espírito que oferecemos às mulheres e aos homens trabalhadores esta obra, que consideramos indispensável.

A Mulher e a Luta pelo Socialismo
Preço: R$ 30
Contato:vendas@editorasundermann.com.br | www.editorasundermann.com.br

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