segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Indicação: Filme - La prima cosa bella (2012)


É muito raro eu escrever dois posts no mesmo dia. Mas hoje acordei com esse belo filme na minha cabeça.
Sou uma amante secreta dos italianos e franceses , e este filme em especial, tem muito valor para mim.
Ele conta a história de uma mulher, que é muito bela, e que ao longo de sua vida isso lhe trouxe muitos problemas.
Se passa no século passo, acho que no limiar dos anos 50-60. A história se passa a partir da memória de seu filho mais velho, Bruno.
É permeada pelo machismo nosso de cada dia.
O que me tocou profundamente no filme, foi a sensibilidade com que a história é contada.
Quando o vi, havia acabado de descobrir que estava com cancêr, mas sem ter o diagnóstico definitivo tinha muito medo do que viria: ficar careca, sessões de quimio infidáveis, morrer e deixar meus meninos tão pequenos, deixar o Marcos.
No filme, ela está com cancêr na fase terminal, e a partir daí, sua história vai sendo contada entre o passado e o futuro.
Fiquei tão tocada pelo filme, que chorei, chorei, chorei. Me lembro da última cena, belíssima e as lágrimas me vem aos olhos.
A forma como os filmes italianos são feitos, é bem diferente da explosão barulhenta dos longas norte americanos. Mas são filmes tão belos, tão intensos. Imagens, histórias, sensações.
Vale muito a pensa assistir. De certo, teve ter disponivel para download ou nas banquinhas da vida.
Acho que o que ficou mais forte em mim desse filme, foi a sensação de que o amor (não o amor propriedade, mas sim o amor liberdade, esse que tenho tentado aprender) sempre vale a pena, e é pode nos motivar a lutar pela vida.
Depois de ver esse filme, decidir aceitar fazer a quimio, foi horrível  Mas sobrevivi,  e por hora o cancêr não me vencerá.
Parece besteira esse papo de que o cancêr não me vencerá, mas além da sensação estranha de que tem algo dentro do seu corpo que te destrõe invisivelmente, há as dores e todas as preocupações sobre será que ele vai voltar? Assusta, mas também impulsiona a querer aprender e viver.
Outro dia, conversando com um amigo (ou talvez ex-amigo), ele me disse que só os pastores evangélicos tem as respostas. É verdade.
No meu caso, as perguntas me movem, mesmo que nem sempre eu tenha as respostas.
É um belo e profundo filme, sem moralismo ou politicagem. Um filme leve que trás elementos importantes para pensarmos quem somos e quem queremos ser.
Eu recomendo!