quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Meu amor meu bem me ame!

Hoje pensei muito sobre dos relacionamentos miojos.
Será que não existe uma aurea que incentiva isso?
Sempre penso no que está por trás da atitude das pessoas. E, por isso gosto tanto da Teoria Critica da Sociedade.
Me lembrei de um texto do Marcuse, em Eros e a Civilização onde ele discute sobre a pulsão de Eros e Tanatos.
Não vou entrar aqui na conceituação teorica por medo de escrever bobagem; mas vou pegar emprestado a ideia principal deste ponto do texto do Marcuse.
A paralisia da critica, e penso que isso tem haver com a Queda do Muro de Berlim (veja o cosmo mais uma vez se fazendo presente, e eis o muro de volta), o Stalismo, o vendaval oportunista da década de 90 (em termos mais recentes), a Frente Popular no mundo, deixou marcas tão profundas em nosso consciente coletivo que simplesmente nos adapatamos e nos alijamos da experiência.
De certa forma, penso que o avanço da tecnologia também nos impediu de seguirmos no esclarecimento. Ao racionalizar cada vez mais o trabalho a partir do avanço tecnologico, seguimos racionalizando todos os outros setores da vida e nos tormanos zumbis.
Zumbis que comem o outro e não se tornam nem ele mesmo e nem o outro. São apenas seres deformados, que vagueiam sem destino.
Fomos e vamos nos coisificando, nos alienando. Aceitamos sermos alienados como algo natural, imutável, vamos nos aprofundando cada vez mais na barbarie e em sermos qualquer coisa menos o outro, para então sermos nós mesmos.
Não sabemos mais ouvir e falar, a não ser que seja algo que nos dê prazer imediato, e por prazer imediato podemos ter certeza que é o prazer sexual mesmo.
Veja, não que isso seja ruim, é fantastico um bom orgasmo. Mas isso é pouco, perto de tudo que podemos fazer juntos.
Sabe, não sei.
A única coisa que sei é que é preciso encontrarmos saidas, possibilidades. Temos que urgentemente reelaborar o passado.Para conseguirmos seguir em frente (alias, essa foi pra mim: reelaborar um passado presente para um presente melhor).
A proposito, você que está lendo deve ter percebido que estão faltando acentos em muitas palavras, pois é: estudei em escola pública, portanto tive formação miojo (tem muitas coisas que não sei ou não lembro, embora leia e escreva todos os dias), e também considero os acentos uma violência fálica e assim como os homens, nunca sei como me portar diante deles, então, ignoro e radicalizo.

Vamos lutar e construir um mundo onde possamos fazer como bem disse Marx na Ideologia Alemã: pescar de manhã, Amar a tarde, fazer critica literaria a noite (não nessa mesma ordem, necessariamente), tudo isso sem ser especialista e sem o fardo do trabalho alieando e alienante.

Ps: uma vez um ex-amigo me disse que quem tem todas as respostas são os pastores evangélicos, concordo com ele, mas acrescento que existem perguntas que devem e precisam ser respondidas.