quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Cardápio do dia: relacionamento lasanha



Dizia o poeta que não existe amor em SP!
Também poderá, em SP Deus é uma nota de cem.
Como se ama em um lugar onde o inicio, o meio e o fim é dinheiro?
Outro dia, conversava com uma amiga sobre as peripecias dos relacionamentos afetivos, cunhamos o conceito de relacionamneto miojo. Mas também o relacionamento lasanha e recentemente descobrimos o relacionamento pudim.
Pode parecer chato e cansativo, mas fico pensando (até porque não consigo esquecer), o que foi o Rio que passou em minha vida?
Relacionamento vinho: você bebe e fica tonta e depois pode ter dor de cabeça?
Não sei, só sei que numa sociedade com os marcos relacionais como a nossa, podiamos chamar o Marcuse para a conversa, e ele diria que tudo isso é resultado da racionalização tecnologica.
Há também a dessublimação, onde o prazer deixa de ser sublimado e se torna prazer sexual mesmo.
Daí a limitação ds pessoas em manter relacionamento miojos.
É preciso ser rápido, porque é tão dificíl se relacionar com as pessoas, é tão dolorido ter experiências formativas que as pessoas evitam a convivência.
Não faço aqui uma critica, busco a compreensão desse processo. Por quê somos tão limitados afetivamente? Por quê somo tão limitados emocionalmente?
Vejo essa limitação se manifestando de várias maneira, e a forma que mais me preocupa é na violência como resultado direto disso.
Seja a violência afetiva entre as pessoas, seja a violência simbolica nas relaçãoes economicas, culturais e sexuais. Seja a violência física mesmo, como uma forma de não sentir o outro.
Não sei. Não sei até onde vamos parar. Até onde essa barbárie vai nos levar.
Mas de alguma maneira precisamos rompér com essa nossa tendência ao fast food e começar a realizar refeições completas e com calma (mesmo que dê trabalho para preparar). E não vale pagar alguém pra fazer sua comida, como forma de dimunir o trabalho.
As relações que alimentam nossa formação devem ser preparadas por nós mesmos, com carinho, empenho, camaradagem, solidariedade, paciência, cuidado, atenção e muito amor.
Para quem sabe um dia, exista enfim, AMOR EM SP!
Mesmo que aqui ninguém vá pro céu, de alguma maneira tem que ser possível: pode ser e é!

                                     "Nessas horas a esperança me toma o peito feito criança, me sinto forte, segura e dona de mim. Penso em você e espero, que o vento te leve meus pensamentos. Que haja uma segunda chance, e que o cosmo faço nos astros brilharem juntos, clareando o nosso próprio caminho, do jeito que a gente quiser". (Eu mesma)