quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Quem vai me responder?

Pelo incrível que pareça esse post começa cheio de dúvidas.
Sei o que estou pensando mais não sei por onde começar. Meu erudito preferido diria que pelo começo. Mas minha cabeça tem andando cheia de dúvidas!
Não sei se consigo escrever tudo que venho pensando e realmente não sei onde está o começo.
Essa semana tô Kid Abelha demais, e ao ouvir as músicas fiquei pensando que essas mesmas caraminholas que martelam na minha cabeça já passaram pela cabeça de outras pessoas.
Mais uma vez, o que me move, é a "guerra" afetiva que são os relacionamentos.
O eterno cobiçado jogo de sedução. Ok, pode ser que eu não saiba brincar desse jogo (na verdade acho que nunca soube  e nem sei se quero aprender).
Por que as pessoas gostam tanto de brincar de gato e rato e fazem das relações um eterno jogo de conquista?
Sabe, tipo blusinha tomara que caia: cai mais não cai, fica ali na metade do caminho.
Por que as coisas não podem ser objetivas? Por que as coisas não podem envolver afeto?
Por que é um pecado mortal se apaixonar?
É tão bom a sensação da paixão. 
Por que não se pode demonstrar afeto, desejo, saudade? Afinal de contas, o que nos difere dos outros animais?
Por que criamos essas regras malucas e descabidas? Por que? Por que?
Passei os últimos dias pensando sobre isso, e consegui algumas pistas, que acho que precisam ser amadurecidas.
Um indicativo que me pareceu interessante (e tenho achado muitas pistas nas reflexões do Marcuse naquele livro a Ideologia da Sociedade Industrial), é que essa necessidade de competição, de valoração (lembrei da historia do taco e da garantia - poxa isso me deixou sentida, inquieta) tem a ver com o consumo, com a produção em massa, com a massificação das relações e a coisificação das pessoas.
Viramos objetos, e assim nos tratamos. O que pode ser mais instigante que um jogo de cartas, onde cada jogador tem que saber como se portar e como utilizar suas cartas?
Quando penso essas coisas me sinto tão descontente com o mundo e acho que nada mais tem jeito. Estamos contaminados por essa imundice que é o capitalismo, mais do que podemos supor.
Minha triste constatação é que sou produto com defeito. 
Não seria aprovada no teste de qualidade do capitalismo, acho muito coisificado essa coisa toda de  saber jogar.
Penso, que talvez isso seja assim pela minha meninice. 
Por essa mania desenfreada que tenho de amar, de estabelecer afeto.
Porque pra mim, o que me torna humana é a minha parca capacidade de sentir afeto, de doar afeto.
Mas não sei, hoje não sei nada.
Por mais confusa que eu pareça, gosto de doar o que tenho de melhor, seja lá o que isso for,
Não sei, ficou uma escrita meio intimista essa, sem grande analises. 
Hoje estou cansada, hoje eu só quero um abraço apertado e a incerteza de que tudo dará certo.
É assim, coisas da vida na cidade grande.
Coisas dessa cidade que não ama e não nos deixa amar.
Coisas que talvez alguém saiba entender e depois me explicar.

Ps: escrevo no blog porque quem pensa na velocidade que eu penso, precisa extravasar. Chega uma hora que a cabeça não comporta tantas inquietações. Tem gente que pinta, que desenha, que bebe, que cheira, que canta, que dança. Eu escrevo, eu só penso e escrevo.