quarta-feira, 24 de julho de 2013

Não passarão...





No final da semana passada, saiu o  Mapa da Violência de 2013, com dados que não são tão novos assim: o índice de mortalidade entre jovens continua muito alto, 33%. O número proporcional de jovens negros mortos, ainda continua alto,  8 jovens mortos a cada 100 jovens negros brasileiros, contra 1 jovem branco morto para cada 100 jovens brancos.
Hoje de manhã, estava assistindo ao Bom Dia Brasil, um jornal da Rede Globo, que passa na Globo News, e por causa do Papa Chico e da Jornada Mundial da Juventude, a Miriam Leitão, que é comentarista, só que de economia e política, fez uma participação sobre o problema da juventude brasileira.
Muito corretamente,ela falou sobre o índice de desemprego juvenil , que chega a 33, 4% entre jovens de 15 a 29 anos,retomou os dados do Mapa da Juventude,apontou a violência em que os jovens estão inseridos, e pasmem, falou até dos jovens do sexo feminino, que representam 39% dos jovens que estão fora da escola e portanto fora do mercado de trabalho.
O problema da juventude brasileira, principalmente da juventude pobre e negra (com ênfase para as jovens e homossexuais jovens), não é novo, é antigo. Na verdade é um problema mundial, cada nação com seu quinhão.
Aqui no Brasil,a coisa tem ficado cada vez mais assustadora, nossa juventude a tempos está na ponta da faca e do revolver, e o Estado, esse balcão de negócios da burguesia, não faz nada, além de matar e excluir nossos jovens.
Existem ações, poucas ações, acho que existem mais boas intenções do que ações reais que visam solucionar o problema.
Agora, o Governo Federal tá vindo com um tal de Juventude Viva, que ao que tudo indica, parece mais piada do que qualquer outra coisa. 
E o Governo Municipal de SP, está querendo institucionalizar o FUNK, e mais uma vez, aqueles que não cumprirem as regras estarão fora, marginalizados, criminalizados e excluídos.
A gente não quer enquadrar a molecada, a gente quer que eles sejam livres, como os jovens burgueses, livres para serem o que quiserem, e que permaneçam vivos, bem vivos.
Falando em vivo, me lembrei de um rapaz negro, jovem, que devia ter ali uns 18-19 anos.Nesse dia, no dia em que ouvi suas duras palavras pro Coordenador da Juventude da Cidade de SP, ele dizia que a juventude pobre, negra, trabalhadora nunca dormiu. E é verdade, como é que a gente dorme com o barulho de tantos tiros?
Mas, a gente espera que o Judiciário e a Policia acorde, e encontre o assassino do Daleste.
A morte dele é muito emblemática nos tempos de chumbo que a periferia vive, os outros mc's morreram na surdina. Ele morreu no palco, enquanto fazia sua arte e buscava seu sustento e sua inclusão na sociedade do consumo.
Estranho mesmo, é que ele contava de um enquadro, e caiu baleado. Agora a Policia vem com papo de crime passional???
Espero o dia, que a gente vai deixar nossa juventude ser o que quiser.
Menos estatística. 
Por que de ser os números que compõe o frio Mapa da Violência, a gente já tá Phd.


Racistas! Hey, otários! Fascistas, nos deixem em paz!!!