quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

No Brasil a pobreza tem cor, sexo e idade!

Essa foto é muito emblemática!
Proponho aqui, o exercício de analisarmos esta imagem e compreender os significados implicitosna mesma.
Uma mulher negra, esteticamente feia (sim, é tão engraçado porque até nós negros, a achamos feia) com elementos esterotipados sobre a mulher pobre: desdentada, que tenta manter os cabelos penteados, exageradamente enfeitada (seja na maquiagem, nos acessórios ou na roupa muito florida). Atrás dela, uma mulher feia também, mas, politicamente emancipada (afinal ela representa a mulher que é presidenta da república). E em volta das duas, mulheres brancas e esteticamentes agradáveis e muito suculentas para os machos espectadores.
Podemos dizer que é uma imagem machista e racista? Machista com a mais absoluta certeza, agora racista... temos que considerar algumas questões primeiro.
Nas minhas andanças academicas pesquisando sobre a juventude brasileira, pude identificar algumas coisas; a primeira delas é o que perfil da juventude pobre brasileira se traduz da seguinte maneira: jovens entre 15 e 24 anos, marjoritariamente feminino, negro e pobre.
Fiquei me perguntando, afinal os negros são pobres, por que são mulheres e jovens? As mulheres jovens são pobres, porque são negras? Os jovens pobres são pobres, porque são negros e mulheres?
Claro, que aqui no texto estou trabalhando com a tendência populacional, mas de toda maneira os dados são bem claros quando descrevem o perfil dos pobres brasileiros e vão incluindo: baixa escolaridade (as mulheres são a maioria quando se trata de fracasso escolar e abandono da escola), por ter baixa escolaridade acabam sendo absorvidas pelo mercado informal e pelo subemprego, por estarem no sobemprego estão mais vulneravéis a violência e a criminalidade.
Além disso, não são contempladas com politícas de saúde, portanto acabam tendo muitos filhos, contraindo doenças como a AIDS e o HPV, e por terem dificuldade em bancar sua autonomia financeira, sofrem da violência doméstica por parte de seus companheiros.
Por mais estúpido que pareça, uma foto como aquela lá em cima, não é racismo: é o retrato da realidade.
Os dados oficiais sobre a população brasileira, sobre a violência em territorio nacional, sobre empregabilidade e escolaridade vão apontar que o Brasil pratica o racismo insitucionalmente (pois desde as leis abolocionistas vai excluindo o negro da sociedade e o empurrando para a miséria) quanto ideologicamente, pois a partir do discurso (seja televisivo, politico, cultural, sexista) vai legitimando o racismo e naturalizando -o.
Tomando as analises do Marcuse: quando a realidade deixa de ser alvo da critica e se normatiza, quando as consciências de opressor e oprimido tornam-se uma só, é sinal que estamos imersos na barbárie.
Penso que só nós resta o socialismo, como única saída viavél e necessária para o caos que vivemos.